Prefeitura Municipal de João Neiva

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História do Município > João Neiva

Com a chegada das primeiras famílias surgem os povoados de ACIOLI (1887) e DEMÉTRIO RIBEIRO (1891).

No início do século, um Deputado Federal Baiano e Engenheiro Sr. João Augusto Neiva, muito lutou na Câmara Federal para a instalação da Estrada de Ferro Diamantina, pertencente a Companhia Estrada de Ferro Vitória a Minas.

Com a instalação da Estrada de Ferro surge a Estação Ferroviária, inaugurada em 20 de dezembro de 1905.

O terreno para realização da obra foi doado pelo Sr. Negri Orestes.

 

Pedro Nolasco, que foi idealizador da construção da Estrada de Ferro, para homenagear o Deputado Federal baiano Sr. João Augusto Neiva, deu à Estação o nome de João Neiva.

É em torno da Estação que surge o povoado “JOÃO NEIVA”.

Em 30 de dezembro de 1921, João Neiva, através da Lei n.º 1305 é elevada a Distrito. Depois de várias tentativas para a Emancipação, finalmente no dia 30 de março de 1988, a Assembléia Legislativa se reuniu novamente, para referendar o resultado do Plebiscito, confirmando o mesmo. No dia, o Vice-governador do Estado, Carlos Alberto Batista da Cunha, exercendo interinamente o cargo de Governador do Estado, assinou a Lei n.º 4076 publicada no diário Oficial de 12 de maio de 1988, criando o Município de João Neiva. No dia 15 de novembro de 1988, realizou-se a primeira eleição no Município. Tendo sido eleito para Prefeito, ALUYZIO MORELLATO, para Vice-prefeito, JOSÉ ANÍZIO IVO SECOMANDI, e para a primeira Câmara Municipal os Vereadores: Alécio Jocimar Fávaro, Antônio Pandolfi, Augusto Tessarolo, Ayrton Fornaciari, Edson Luiz Dal Piaz Coutinho, José Carlos Alves dos Santos, José Domingos Del Pupo, José Francisco Grippa, José Geraldo Colombo, Jurandir Mattos do Nascimento, Maria Luiza Casoti Louzada, Natalino Antonio Gasparine e Waldemar de Barros.

Com a posse dos eleitos em 15 de novembro de 1988, o Município foi oficialmente instalado no dia 01 de janeiro de 1989, em cerimônia realizada no Centro Comunitário de João Neiva, presidido pelo juiz de direito da Comarca de Ibiraçu, Dr. Machado de Souza.

 

DADOS COMPLEMENTARES DA HISTÓRIA DO MUNICÍPIO

A colonização da região onde se situa o Município de João Neiva teve início com a chegada de imigrantes, principalmente italianos. As primeiras famílias vieram no ano de 1877. Mas as grandes levas tardaram um pouco mais a chegar.

Em 24 de fevereiro de 1874 o barco “SOFIA”, ancorava no Porto de Vitória. Os tiroleses foram trazidos pelo Sr. Pietro Tabachi, que havia firmado um contrato.

Os imigrantes que se destinavam aos núcleos coloniais de Santa Cruz (Conde D’Eu), Acioli de Vasconcelos e Demétrio Ribeiro que hoje constituem os atuais municípios de Ibiraçu e João Neiva, desembarcavam em nossa Capital, seguindo depois, em vapores menores, para Santa Cruz. Dali subiam em canoas, o rio Piraqueaçu até o Porto de Santana, em Córrego Fundo, de onde prosseguiam, a pé, até as diversas sessões desses núcleos.

A fundação dos núcleos coloniais Acioli de Vasconcelos e Antônio Prado, em 1887, Demétrio Ribeiro, em 1891, e Moniz Freire, em 1894, tinha por objetivo solucionar o antigo e importante problema da colonização do Rio Doce, já tantas vezes tentada e sempre com insucesso.

O Dr. Antônio Francisco de Atayde foi o fundador do Núcleo colonial Acioli de Vasconcelos, e o nome dado ao Núcleo constitui uma homenagem ao então inspetor Geral de Terras e Colonização, tenente-coronel Francisco de Barros e Acioli de Vasconcelos, veterano da Guerra do Paraguai.

Oficialmente, no entanto, os primeiros estabelecimentos de colonos no núcleo colonial, depois denominado Acioli de Vasconcelos, foram efetuados pelo próprio engenheiro Antônio Francisco de Atayde, a partir de agosto de 1888.

Porém, os maiores contingentes de imigrantes italianos estabelecidos no Núcleo Colonial Acioli de Vasconcelos verificaram-se durante os meses de janeiro, setembro e outubro de 1889 e início de 1892.

A maior parte desses imigrantes chegou a Vitória, a bordo do vapor “Estrela”, a 29 de março de 1889, procedente do Rio de Janeiro, e alguns, no “Adria”, diretamente de Gênova – Itália, a 27 de dezembro de 1888.

Dados bibliográficos do Tenente-Coronel Acioli de Vasconcelos: o nome do Núcleo Colonial Acioli de Vasconcelos foi dado em homenagem ao Tenente-Coronel Francisco de Barros e Acioli de Vasconcelos, que ocupava o cargo de Inspetor Geral de Terras e Colonização, na época da fundação desse núcleo.

Francisco de Barros e Acioli de Vasconcelos, faleceu a 26 de setembro de 1907, antes de completar 61 anos, no Rio de Janeiro, e o “Diário da Manhã”, desta Capital, de 9 de outubro desse ano, publicou nota comunicando o seu falecimento e apresentando algumas informações sobre sua vida:

  • voluntário da Guerra do Paraguai;

  • participante das batalhas de Estero-Belaco, Passo da Pátria, 24 de Maio, Avaí e Itororó;

  • nomeado Secretário do Arsenal de Marinha de Guerra;

  • nomeado como Chefe de Seção da Secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas pelo amigo particular, Visconde do Rio Branco;

  • nomeado pelo Ministro Afonso Pena para assumir a Inspetoria Geral de Terras e Colonização, onde teve a oportunidade de contribuir para o bom encaminhamento do serviço de imigração e colonização em nosso País, e particularmente em nosso Estado.

 

AS PRIMEIRAS VÍTIMAS

Mal haviam sido estabelecidos no Núcleo Acioli de Vasconcelos, os imigrantesali chegados em 1889, foram acometidos de graves enfermidades, tendo alguns falecido logo nos primeiros contatos com a nova terra.

Essas infelizes vítimas, em grande maioria, tiveram a pouca sorte de ser estabelecida na região mais insalubre do núcleo, que compreendia uma vasta extensão de terras, entre a foz do Córrego Esperança, no Pau Gigante, até as proximidades do Rio Doce, incluindo a Lagoa do Café.

Tratava-se de uma região baixa, pantanosa e infestada de doenças.

A colonização, nessa parte do núcleo processou-se com sacrifício de muitas vidas humanas e não obteve o resultado esperado.

 

PROFESSORAS MAIS ANTIGAS

  • Sebastiana Pereira Grillo, Djanira Ferraz Coutinho, Dina Pinheiro, Maria Bittencourt Rocha (Dona Cotinha), Francisca Eulália Santana (Dona Chiquinha), Fernandina das Neves Raizer e as irmãs Adelaide e Olga Raizer, sendo essas duas últimas as únicas nascidas em Acioli.

  • Sebastiana Pereira Grillo, formou-se em dezembro de 1916, e no dia 7 de fevereiro de 1917 foi nomeada para administrar a Escola do sexo feminino de Acioli, tendo entrado em exercício em 22 do mesmo mês. 

 

O PRIMEIRO MÉDICO

Um dos primeiros médicos do lugar, foi o Dr. Francisco de Paula Amarante Filho, natural do Rio Grande do Sul.

 

OS PRIMEIROS COMERCIANTES

Um dos primeiros a se estabelecer em Acioli foi Coriolano Pereira, que ali chegou ainda na primeira década do presente século, procedente de Nova Almeida, e acabou se tornando uma das pessoas mais importantes do lugar.

Em seguida, estabeleceram-se os seguintes comerciantes: Manoel Alvarenga Pimentel, Narciso Machado, Francisco Campostrini e tantos outros.

 

BARRA DO TRIUNFO

O Núcleo Colonial Acioli de Vasconcelos foi se estabelecendo lentamente em seus primeiros anos de fundação, principalmente devido à insalubridade da região, a precariedade das estradas e a falta de maior assistência.

A primeira seção desse núcleo a apresentar desenvolvimento foi BARRA DO TRIUNFO, onde existia a fazenda fundada por Giuseppe Battisti.

Adquiriu terreno no Rio Ubás e na Barra do Triunfo, dedicando-se à agricultura (cultivando café, cana-de-açúcar e cereais, montando também engenhos para o beneficiamento desses produtos), fabricação de cerveja de ótima qualidade, sendo a produção mensal de 3.000 mil garrafas, e ao comércio; também exercia a função de carpinteiro. Era nessa fazenda também que se reuniam os habitantes do núcleo nas ocasiões festivas.

Com a transferência de Giuseppe Battisti para Pau Gigante, aonde veio ocupar importantes cargos, inclusive o de Prefeito do Município, a direção dos negócios, em Barra do Triunfo, ficou sob a responsabilidade de seu irmão Guglielmo Battisti, cujo nome foi abrasileirado para Guilherme Baptista, para evitar perseguição política, da política de Getúlio Vargas.

Guilherme Baptista conseguiu realizar extraordinário desenvolvimento na região.

Fundou em 1907 a “Lira Triunfense” – banda de música, tendo como primeiro mestre o Sr. Antônio Barcelos.

Em 1915, fundou o “Camponês” – time de futebol, participando também como jogador.

Na década de 1920, Guilherme Baptista adquiriu um caminhão e um automóvel, os primeiros a rodarem na região, tendo também, na mesma época, construído a estrada de carro que liga Barra do Triunfo a Acioli.

Ainda nesta década, em sociedade com seu sobrinho Florêncio, filho de Giovanni Baptista, construiu uma barragem no Rio Ubás e inaugurou a Hidrelétrica que durante vários anos, até o advento da Excelsa, forneceu luz a Acioli e redondezas. Foi adquirido também o primeiro rádio do lugar.

Esse bem sucedido imigrante italiano faleceu a 27 de setembro de 1941, e foi sepultado na Barra do Triunfo, deixando viúva, Maria Casotti e os seguintes filhos: Hilário, Hortêncio, Theodolinda, Maurílio, Euclides, Aldemira, Hermes, Eulália, Davina, Iracema e Euflodísio.

 

A IGREJA DE NOSSA SENHORA DO CARAVAGGIO

A Igreja de Nossa Senhora do Caravaggio, na propriedade da família Ceccato, entre Acioli e Barra do Triunfo, foi construída por Ceccato Giovanni Pietro e, anualmente, a 26 de maio, dia consagrado a essa venerada santa, é ali realizada a bonita e animada festa, em sua homenagem.

O santuário Caravaggio, na Itália, onde viveu a piedosa jovem, fica na Diocese de Cremona, a 80km de Milão.

 

NÚCLEO COLONIAL DEMÉTRIO RIBEIRO

Fundado no ano de 1891, constituindo-se das seguintes seções: Crubixá, Treze de Junho, Clotário, São Carlos, Alto Bérgamo, São Benedito, Tranqüilo e Treze de Maio.

A fundação desse núcleo se deu por influência do imigrante Negri Orestes.

Quanto ao nome do Núcleo, foi dado em homenagem ao Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, Demétrio Ribeiro, do Governo Provisório da República, chefiado pelo Marechal Teodoro da Fonseca.

O núcleo possuía, nessa época um barracão coberto de zinco para hospedagem de imigrantes e uma casa que servia de escritório e farmácia, com acomodações para o médico e que, além desses edifícios do Governo, tinha ainda quatro casas de negócios, duas padarias, duas ferrarias, dois engenhos movidos a água para pilar café e moer cana.

Suas principais culturas eram o café, cana, milho, arroz e batata.

Com a inauguração da Estação de ferro Vitória a Minas, em Dezembro de 1905, que ficava distante apenas 6km do povoado de Demétrio Ribeiro, a situação desse núcleo melhorou consideravelmente, em virtude das vantagens proporcionadas por esse novo meio de transporte.

 

INAUGURAÇÃO DOS SERVIÇOS DE ÁGUA E LUZ

Em agosto de 1924, por iniciativa e recursos do Sr. Giuseppe Battisti, foi inaugurado na então vila de Pau Gigante, o Serviço de Água, cujo melhoramento, como não poderia deixar de ser, foi recebido com grande entusiasmo e satisfação pela população local.

Menos de dois anos depois, a 23 de maio de 1926, foi inaugurada a Usina Hidrelétrica, na mesma vila.

Essa Usina instalada na Cachoeira do Barro foi praticamente destruída na noite de 17 para 18 de novembro de 1942, por uma tromba d’água, que se constituiu no maior desastre registrado em toda a história desse Município.

Nessa época, quase todas as pontes e plantações foram destruídas e muitas casas desapareceram, arrastadas pela enchente, ocasionando o desabrigo de muitas pessoas e algumas mortes.

Os trens, único meio de transporte do lugar, deixaram de circular uma vez que alguns trilhos foram arrancados.

O Sr. Ayrton Bonesi, Prefeito do Município, de 1942 a 1947, lutou toda a sua administração para reconstruir o Município. Contudo os problemas eram muitos e os recursos disponíveis insignificantes.

Reinaugurou a Usina Hidrelétrica Santa Teresinha em 6 de outubro de 1946, pouco antes de deixar a Prefeitura.

Anos depois o Município passou a ser servido pela Excelsa.

 

INAUGURAÇÃO DA USINA HIDRELÉTRICA DE JOÃO NEIVA

Por iniciativa da firma dos irmãos NEGRI, foi inaugurada a Usina Hidrelétrica de João Neiva, em 13 de dezembro de 1924.

 

ESCOLA – SENAI

Para atender aos filhos dos ferroviários das oficinas de João Neiva, foi fundado o Liceu Pedro Nolasco, dirigido e financiado por uma Associação de Ferroviários.

Em 1947 foram iniciadas as obras da Escola “SENAI FERROVIÁRIAS” de Porto Velho e João Neiva, para a formação de artífice das oficinas da Estrada.

Em 1949 teve início o primeiro período escolar na Escola SENAI FERROVIÁRIA de João Neiva, que contava com os cursos profissionalizantes de Tornearia Mecânica, Caldeiraria e Ferraria. A duração do curso era de três anos. No último, os alunos faziam estágio nas oficinas de Locomotivas, onde iriam trabalhar depois de formados. Em 28 de agosto de 1948, a Cia Vale do Rio Doce fundou o CENTRO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL “TALMO LUIZ SILVA”, com o objetivo de formar profissionais para atender a própria empresa, mantendo, através de acordo, padrões de ensino do SENAI.

Em 1991, com a desativação das oficinas da CVRD em João Neiva, todo o patrimônio foi doado à Prefeitura Municipal de João Neiva, criando então a FUNDAÇÃO EDUCACIONAL “Dr. HILDO GARCIA”, que tinha como objetivo principal manter o Centro de Formação “Talmo Luiz Silva”; a fundação passou a ser mantida pela Prefeitura Municipal de João Neiva, mantendo os mesmos padrões.

Houve o rompimento do convênio com o SENAI e a assinatura do protocolo de intenções com o CEFET-ES (Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo), em 1999.

Atualmente, o então CEFORP está trabalhando para trazer novos cursos e principalmente implantar cursos técnicos profissionalizantes no Município, proporcionando à comunidade maior comodidade e confiabilidade na educação profissional de nossa região.

 

A DESATIVAÇÃO DAS OFICINAS DE JOÃO NEIVA

Por não atender as condições técnicas exigidas pela empresa, as oficinas sofreram várias ameaças de desativação através dos tempos. Mais de uma vez foram executadas as obras de ampliação e reforma, objetivando ajustá-las às novas exigências. Com o início da exportação de minério em 1940, o aumento do número de trens e o peso da carga transportada, cresceram o número de acidentes trazendo uma sobrecarga de trabalho para as oficinas.

Uma grande reforma se impôs e teve início em 1943. Entretanto, passando alguns anos, as reformas se tornaram obsoletas. Apesar dos apelos e clamores de toda a comunidade, decidiu-se que as oficinas de João Neiva seriam desativadas; e no dia 1º de abril de 1991, os empregados das oficinas de João Neiva iniciaram suas atividades nas oficinas situadas na área do porto de Tubarão da Companhia Vale do Rio Doce, em Vitória.

 

O APITO FINAL

Aos 25 de julho de 1991, parte a locomotiva que veio para João Neiva totalmente debilitada e fora reconstruída; aquela que tanto fez em prol da Companhia Vale do Rio Doce.

 

BIOGRAFIA DO DEPUTADO JOÃO AUGUSTO NEIVA

I – IDENTIFICAÇÃO

  1. Nome: João Augusto Neiva

  2. Local de nascimento: Vila de Barra - atual Município de Barra-Bahia

  3. Data de Nascimento: 21 de março de 1847

  4. Data de falecimento: 21 de agosto de 1923, na cidade do Rio de Janeiro.

  5. Filiação:

Pai: Dr. João Augusto Neiva

Mãe: Joana Cândida de Castro Neiva

  1. Nome do cônjuge: Ana Adelaide de Paço Neiva

  2. Nome do filho: Artur Neiva (cientista renomado internacionalmente e que foi interventor da Bahia após a revolução de 1930 – de 18 de fevereiro a15 de julho de 1931)

 

II – PROFISSÃO

  1. Funcionário Público

  2. Juiz Paz

  3. Jornalista redator (1864) do jornal da Bahia “O Constitucional”

  4. Administrador do Teatro São João

 

PREFEITOS DO MUNICÍPIO ANTES DA EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE

JOÃO NEIVA

 

  1. Eduardo Gabrielli (1891 a 1892 )

  2. César Ghidetti ( 1892 a 1896 )

  3. Bonesi Antônio ( interino )

  4. Rebuzzi Sarcinelli ( 1896 a 1897 )

  5. Luigi Muso ( 1897 a 1898 )

  6. Minchio Pietro ( interino )

  7. Bonesi Antônio ( 1898 a 1899 )

  8. Manoel Pereira Pinto ( 1899 a 1901 )

  9. Giuseppe Battisti ( 1901 a 1903 )

  10. Guilherme Baroni ( interino )

  11. Manoel Pereira Pinto ( 1902 a 1908 )

  12. Sarcinelli Antônio ( interino )

  13. Domício Martins ( 1908 a 1914 )

  14. Giuseppe Battisti ( 1914 a 1915 )

  15. João Schimitberger ( interino )

  16. Domício Martins ( 1915 a 1928 )

  17. Dr. João Pereira Netto ( 1929 a 1930 )

  18. Dr. Hildo Garcia ( 1930 a 1937 )

  19. Dr. Luiz Aguiar ( 1937 a 1942 )

  20. Arylton Bonesi ( 1942 a 1947 )

  21. Dr. Antônio Barroso Gomes ( 1948 a 1951 )

  22. Silvério Del Caro ( 1951 a 1954 )

  23. Albérico Manoel de Oliveira ( interino )

  24. Emílio Lombardi ( interino )

  25. Hilário Favarato ( 1955 a 1959 )

  26. José Anízio Ivo Secomandi ( interino )

  27. Renato Battisti ( interino )

  28. Maurílio Batista ( 1959 a 1963 )

  29. Nilzo de Almeida Plazzi ( 1963 a 1967 )

  30. José Rebuzzi Sarcinelli ( 1967 a 1971 )

  31. Antônio Vescovi Possato ( 1971 a 1973 )

  32. Sebastião da Rosa Loureiro ( 1973 a 1977 )

  33. José Anízio Ivo Secomandi ( 1977 a 1983 )

  34. Jauber Dório Pignaton ( 1983 a 1988 )

 

SÍMBOLOS OFICIAIS DO MUNICÍPIO DE JOÃO NEIVA

 

BANDEIRA OFICIAL

A BANDEIRA OFICIAL foi escolhida em concurso municipal, criada por RODRIGO FRIGINI DE MARCHI, composta de três faixas horizontais de mesmo tamanho, nas cores verde, branco e vermelho (cores da Bandeira Italiana), que representam a imigração italiana de quem somos descendentes. No triângulo centralizado na faixa branca, a locomotiva representa João Neiva no seu início, o Monte Negro, um ponto marcante do Município e as datas 1906, marca o início do povoado e 1988 a emancipação de João Neiva.

 

BRASÃO DE ARMAS OFICIAL

O BRASÃO DE ARMAS foi escolhido em concurso municipal, criado por JULIANA CIRILO DA SILVA, é um escudo verde, branco e vermelho, tendo no centro tracejado de vermelho, as letras J e N (João Neiva) e duas estrelas: a maior, João Neiva e a menor, o Distrito de Acioli. Entorno do escudo, quatro estrelas brancas simbolizam os municípios vizinhos: Linhares, Santa Tereza, Aracruz e Colatina: e sobre o escudo, a data de 11 de maio de 1988, marca a emancipação Política do Município.

 

MÚSICAS HISTÓRICAS

EXALTAÇÃO A JOÃO NEIVA

Letra e música: ELIEZER PEREIRA RAMOS

 

 

A SAUDADE VAI FICAR

NO DIA EM QUE EU A DEIXAR

JOÃO NEIVA DA VIDA SERENA

JOÃO NEIVA DA LINDA MORENA

 

LEMBRO DAS CRIANÇAS NA PRACINHA

E DOS BANHOS NA CACHOEIRINHA

LEMBRO DOS BAILES NO LICEU

LEMBRANÇA QUE NÃO DESAPARECEU

 

O AMOR DE FILHO POR VOCÊ

NUNCA HÁ DE DESAPARECER

VEJO-A COM ADMIRAÇÃO

JOÃO NEIVA LHE ADORO DE CORAÇÃO.

 

 

MINHA TERRA

Letra: HERCULIS SARCINELLI FRAGA

Música: CLAÚDIO LYRA

 

 

RODEADA DE MONTES E MONTANHAS

JOÃO NEIVA DESPONTA COM FERVOR E ALTIVEZ

SEU PORTE ELEGANTE E CHEIO DE INTREPIDEZ

COM GARBO, CARINHO E AMOR

ELA RECEBE À TODOS COM MUITA SENSATEZ

 

JOÃO NEIVA, TERRA DO SOL ESCALDANTE,

DAS MATAS E CAMPOS VERDEJANTES

DOS AUTÊNTICOS FUTEBOLISTAS

DOS GRANDES MESTRES CULTURAIS

OUTRORA DOS ALEGRES CARNAVAIS

E DAS MULHERES LINDAS, SENSUAIS

 

JOÃO NEIVA, TUDO AQUI É BELEZA

SEUS RIOS, SUAS ÁGUAS, TUDO É RIQUEZA

E O VENTO, DE TÃO SUBLIME,

MAIS PARECE TERNURA, TAMANHA A SUA BRANDURA

 

JOÃO NEIVA, PEDAÇO DO MEU RINCÃO

VOCÊ É BELA E FORTE COMO LEÃO BIS

JOÃO NEIVA GIGANTE NASCEU

MUITOS NOMES ILUSTRES NOS DEU

E AMA SEM DISTINÇÃO O NOBRE E O PLEBEU

 

AH! JOÃO NEIVA, VOCÊ É A CÉLULA MATER

DESSE FILHO SEU.

 

ADMINISTRAÇÃO POLÍTICA (PODER EXECUTIVO E LEGISLATIVO - DA EMANCIPAÇÃO ATÉ OS DIAS DE HOJE)

 

ADMINISTRAÇÃO POLÍTICA APÓS A EMANCIPAÇÃO POLÍTICA

1989 A 1992

PODER EXECUTIVO:

 

Prefeito Municipal: Aluyzio Morellato

Vice-Prefeito: José Anízio Ivo Secomandi

 

PODER LEGISLATIVO:

Vereadores:

 

  • Jurandir Mattos do Nascimento

  • Alécio Jocimar Favaro

  • Antônio Pandolfi

  • Augusto Tessarolo

  • Ailton Fornaciari

  • Edson Luiz Dal Piaz Coutinho

  • José Geraldo Colombo

  • José Francisco Grippa

  • Maria Luiza Casotti Louzada

  • Natalino Antônio Gasparini

  • Valdemar José de Barros

  • José Domingos Del Pupo

  • José Carlos dos Santos

 

 1993 a 1996

 Prefeito Municipal: (1993) Luiz Carlos Peruchi

Vice-Prefeito: Otávio Abreu Xavier

 

1994 a 1996

Prefeito Municipal: Otávio Abreu Xavier

Vereadores:

 

  • Aloir Favarato

  • Antônio Pandolfi

  • Alair Barroso Ribeiro

  • Dirceu Antônio Gripa

  • Edes Adão Rui

  • Francisco Sampaio

  • Florisvaldo da Penha Barcelos

  • Geraldo Cecato

  • José Domingos Del Pupo

  • Lourival Casotti

  • Luiz Mazolini

  • Maria Francisca dos Santos Soeiro

  • Maurílio Pinto

 

1997 A 2000

Prefeito Municipal: Aluyzio Morellato

Vice-Prefeito: Dirceu Antônio Grippa

Vereadores:

 

  • Aloir Favarato

  • Antônio Pandolfi

  • Ângelo Antônio Machiolli

  • Augusto Tessarolo

  • Iracema Devens Morellato

  • José Domingos Del Pupo

  • Jair Alberto Guzzo

  • José Maria da Silva

  • Jocimar Francisco Ruy

  • Luiz Mazolini

  • Lourival Casotti

  • Manoel Francisco Peres

  • Maria Luiza Casotti Louzada

  • Paulo Sérgio Castoldi Borlini

 

2001 A 2004

Prefeito municipal: Aluyzio Morellato

Vice-prefeito: Dirceu Antônio Grippa

Vereadores:

 

  • Ademir Costa

  • João Batista Rizzo

  • Valdemar José de Barros

  • Antônio Pandolfi

  • Edson Favarato

  • Edílson Belloti

  • José Maria da Silva

  • José Domingos Del Pupo

  • Augusto Tessarolo

  • Pedro Laudevino

  • Élio Campagnaro

  • Otávio de Abreu Xavier

  • Luiz Mazolini

 

2005 A 2009

Prefeito municipal: Luiz Carlos Peruchi

Vice-Prefeito: Romero Gobbo Figueredo

Vereadores:

João Batista Rizzo

Ademir Grippa

Hildo Adriano Cometti

Dr. Otávio Abreu Xavier

Luiz Mazoline

Waldemar de Barros

Élio Campagnaro

Antônio Pandolfi

Mauro Sérgio F. Cosme

 

ASPECTOS GEOGRÁFICOS, ECONÔMICOS, SOCIAIS E CULTURAIS

FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA

O Município de João Neiva foi criado pela Lei Estadual n. º 4076 de 11 de maio de 1988, com território desmembrado do Município de Ibiraçu, e instalado no dia 1º de janeiro de 1989.

A sede do Município de João Neiva se aloja entre montanhas que são entrecortadas pelo Rio Clotário e Piraqueaçu.

Ao longo das rodovias federais, estão situados os distritos de Acioli e vários povoados, tais como Santo Afonso, Cavalinho, Piraqueaçu e Cristal.

No interior do Município destacam-se o povoados de Demétrio Ribeiro, situado a 6km da sede, e a Barra do Triunfo, situada a 7km do distrito de Acioli.

 

ORGANIZAÇÃO JURÍDICA

O município pertence à Comarca de João Neiva.

 

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

Situada na Microrregião Metropolitana Expandida Norte, João Neiva, com área de 281 km2, limitada ao norte pelo município de Colatina; ao sul Ibiraçu; a leste Linhares e Aracruz; a oeste São Roque do Canaã e Santa Teresa.

Possui uma distância de 75 km da Capital do Estado – Vitória.

Com altitude mínima de 60m e máxima de 1090m.

 

RELEVO E HIDROGRAFIA

O Município possui um relevo modelado com rochas cristalinas, classificando-se como ondulado a fortemente ondulado, com cotas variando de 100 a 600 metros, possuindo boa parte de sua área com declividade acima de 30%.

Localizado na sede, encontramos o Morro do Monte Negro que faz a divisa com o Município de Ibiraçu, o Pico da Serra do Óleo com 800 metros que fica localizado, perto de Lombardia, perto de Barra do Triunfo, e ainda o Morro de Santa clara em Alto Bérgamo e o Pico de Cavalinho onde fica a torre da EMBRATEL.

 

Na hidrografia, destacam-se os rios Piraqueaçu, rio Pau Gigante, rio Ubás, rio Triunfo, dentre outros.

Os maiores rios do Município são:

  • rio Piraqueaçu: nasce em Santa Teresa, atravessa o nosso município e deságua no Oceano Atlântico, em Santa Cruz – município de Aracruz.

  • rio Clotário: nasce na cabeceira do Morro do Descanso que fica em Cavalinho e Demétrio Ribeiro e deságua no rio Piraqueaçu, em João Neiva, na ponte próxima ao Centro Comunitário.

  • rio Pau Gigante: nasce na cabeceira de Alto Bérgamo, passa por Acioli e no município de Colatina forma a lagoa Pau Gigante que deságua no rio Doce.

As principais cachoeiras do Município são:

 

  • cachoeira do Paraíso: chamada anteriormente de cachoeira do inferno – segundo antigos moradores existe nesta cachoeira uma gruta com inscrições de Antigas Civilizações, cujas cópias de letras já foram enviadas até para a Itália, para estudos. Foi encontrada nesta cachoeira, uma pedra esférica com mais ou menos 15cm de raio, hoje exposta no restaurante Califórnia, em Ibiraçu.

Através da Lei n.º 0886/98 fica denominada “Cachoeira do Paraíso” a popular “Cachoeira do Inferno”.

Localizada em Mundo Novo, com aproximadamente 80 metros de altitude.

Por possuir uma água de boa qualidade e poucas impurezas, foi canalizada pelo SAAE para abastecimento de água da sede de João Neiva e algumas localidades do município como: Santo Afonso, Cristal, Piraqueaçu, Ribeirão de Cima, Monte Negro e Juá.

  • no rio Clotário há uma cachoeira localizada dentro da cidade de João Neiva, no final da rua 7 de setembro, antiga fornecedora de energia elétrica para a cidade.

  • no rio Ubás há uma cachoeira na propriedade do Sr. João Batista, entre a Barra do Triunfo e Acioli.

  • Cachoeira Piva: com mais ou menos 10 metros de altura, próxima à Br 101-norte, no Rio Piraqueaçu.

# vale observar a redução do volume de água que vem se apresentando ano após ano.

 

CLIMA

Situado nas latitudes meridionais da zona tropical, o clima deste Município é tropical megatérmico, quase mesotérmico e subúmido.

Os totais anuais de chuva são pouco superiores a 1200mm, sendo que nos últimos anos têm reduzido de acordo com informações obtidas junto ao pluviômetro instalado em Cavalinho.

A estação mais chuvosa inicia-se em outubro terminando em abril, ocorrendo um pequeno período de estiagem não sendo suficientemente forte para tornar o solo deficiente em umidade.

O verão não é suficientemente chuvoso para assegurar grandes excedentes de água para o escoamento superficial, exceto em dezembro e janeiro, quando há moderados excedentes de água no solo.

O inverno, por sua vez não é suficientemente seco para tornar os solos deficientes de umidade.

O Município possui um movimento hídrico razoavelmente equilibrado, com pequeno a moderado excedente de água no verão e quase nenhum déficit nas demais estações.

Quanto à temperatura média anual, há predominância de valores mais altos de novembro a abril, quando a média das máximas diária oscila em torno de 31ºc, 18°c para a média das mínimas e 23,45°c para a média.

 

VEGETAÇÃO

A cobertura vegetal primitiva caracteriza-se pela presença da Floresta Atlântica de Altitude (perenifólica e hidrófila) Floresta Montana.

Nos períodos mais secos algumas árvores perdem suas folhas. Embora quase toda a área tenha sido devastada para a implantação de culturas e pastagens.

Alguns trechos preservados da floresta são testemunhos da existência de uma cobertura vegetal densa, com suas matas muito ricas em palmeiras.

Muitas madeiras de lei existiam em nosso município como: jacarandá, cedro, peroba, jequitibá.

Hoje as mata que ainda existem estão em Alto Bérgamo e Terra Fria.

Predomina hoje também, os campos para a criação de gado, principalmente em Acioli, Barra do Triunfo e nas proximidades da sede de João Neiva.

 

SOLOS

Com relação ao solo, o tipo predominante é o Latosolo Vermelho Amarelo Distrólico, cuja fertilidade varia de m&eacut

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